A primeira avistagem de toninha na Baía Babitonga ocorreu em 1996, quando a Coordenadora Geral do Projeto Toninhas, Marta Jussara Cremer, realizava seu mestrado com os botos-cinza que residem na Baía Babitonga. Surpreendida pelo avistamento de toninhas, uma vez que a existência dessa espécie é atípica dentro de estuários, os monitoramentos passaram a ser realizados periodicamente. Desde então, quase 20 anos de pesquisas vem sendo realizadas por pesquisadores da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE, sobre diversos aspectos da biologia e ecologia das toninhas.

Em 2011, o Projeto Toninhas foi contemplado pela primeira vez com o patrocínio da Petrobras, por meio do então intitulado Programa Petrobrás Ambiental, o que possibilitou um grande avanço nas ações de pesquisa, educação ambiental e articulação institucional voltadas à conservação desse cetáceo e dos ecossistemas costeiros.

O Projeto Toninhas reúne uma equipe multidisciplinar de profissionais comprometidos com a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas marinhos. Alunos vinculados aos cursos de Ciências Biológicas e outras áreas afins, da UNIVILLE, fazem estágio no Projeto, além de voluntários de outras instituições. Pesquisadores de Mestrados e Doutorados de diversas instituições também atuam como colaboradores nas pesquisas do Projeto.

Atualmente, o Projeto Toninhas é referência no Brasil e no mundo quando o assunto é pesquisa e conservação de pequenos cetáceos, especialmente a toninha, destacando-se também nas ações de sensibilização ambiental de crianças e jovens. Desenvolve ações de pesquisa e sensibilização ambiental de forma articulada com várias instituições nacionais e internacionais, fortalecendo as parcerias para o trabalho em rede.

O Projeto Toninhas está sediado na UNIVILLE, Unidade de São Francisco do Sul. Esta é a terceira cidade mais antiga do Brasil e tem sem patrimônio histórico tombada pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Situada às margens da Baía Babitonga, faz parte do maior remanescente nacional de Mata Atlântica.

Ao lado da sede do Projeto Toninhas está situado o Espaço Ambiental Babitonga, ambiente lúdico-educativo onde o Projeto desenvolve grande parte de suas ações de sensibilização ambiental, estando aberto para visitação gratuita do público mediante agendamento.

No Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, do Instituto Australis, em Imbituba-SC, está o Cantinho da Toninha, espaço do Projeto Toninhas dedicado à espécie no território.

As atividades de campo do Projeto estão voltadas principalmente ao estudo da população de toninhas que vive na Baía Babitonga, mas os esforços não estão restritos a essa área. A partir da segunda edição do projeto, iniciada em 2013, as atividades se estenderam para outras regiões do litoral catarinense, principalmente na região da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca.

As ações do Projeto buscam ir mais longe. A equipe do Projeto Toninhas participa de vários fóruns onde são discutidas ações e políticas públicas relacionadas à conservação da espécie e dos ecossistemas costeiros. Dentre eles estão o Grupo Pró-Babitonga, a Rede de Encalhe e Informação de Mamíferos Aquáticos do Brasil, o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Toninha, o grupo de discussão da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção e o Consórcio Franciscana, entre outros.

EQUIPE

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