A busca por alternativas sustentáveis para a conservação sempre foi uma preocupação do Projeto Toninhas. Tão importante quanto tornar conhecida a toninha e a biodiversidade dos ecossistemas em que vive, é pensar em meios que possibilitem o desenvolvimento das comunidades locais de forma aliada à conservação. O Projeto Toninhas participa de fóruns de discussão relacionados à conservação da toninha e dos ecossistemas costeiros. Além disso, publicações científicas são encaminhadas aos órgãos de governo e, no caso da gestão de territórios, representam subsídios técnicos imprescindíveis na elaboração das políticas públicas voltadas à conservação da fauna marinha. O desenvolvimento de políticas públicas considera o contexto socioambiental, socioeconômico e a biodiversidade regional. Neste sentido, a toninha exerce a função ecológica de espécie-bandeira, pois simboliza os esforços e direciona a atuação do Projeto na busca pela sustentabilidade das atividades humanas.

Os membros do Projeto Toninhas também participam do processo de elaboração do Plano de Ação Nacional de Conservação da Toninha (PAN Toninha), um dos marcos mais importantes para as políticas públicas de conservação de espécies ameaçadas de extinção no Brasil, e que inclui o golfinho mais ameaçado do Oceano Atlântico Sul. Os PANs servem para orientar as ações de pesquisa e gestão necessárias para reverter a situação de ameaça em que uma espécie se encontra. Em geral estas ações incluem o monitoramento, a educação ambiental, o manejo dos ecossistemas e das espécies, buscando reduzir gradualmente o seu risco de extinção. A equipe do Projeto Toninhas atua como articuladora e colaboradora em diversas ações do PAN Toninha. As ações do PAN são de responsabilidade conjunta do poder público e da sociedade civil, pois proteger a nossa biodiversidade é um compromisso de todos.

MANEJO DA PESCA

O Projeto Toninhas vem reunindo e gerando dados sobre distribuição, mortalidade, uso do habitat e estimativas populacionais de toninhas, além de informações sobre as atividades pesqueiras, no território da Baía Babitonga, norte de Santa Catarina, e na APA da Baleia Franca, sul de Santa Catarina. Tais informações são geradas por meio de pesquisas diretas com toninhas e entrevistas e reuniões de mapeamento participativo, para acessar o conhecimento ecológico local. A partir disso, estão sendo elaboradas propostas de gestão das atividades pesqueiras voltadas à redução das capturas acidentais.

MANEJO DA PESCA

Estas propostas vêm se desenvolvendo com a participação dos pescadores, garantindo o viés participativo da gestão pesqueira, desde a produção até a aplicação do conhecimento. As propostas serão apresentadas em reuniões com o Grupo Pró-Babitonga e com o Conselho Gestor da APA da Baleia Franca, em diferentes momentos, para que possam ser construídas em conjunto com as entidades locais. Para ambos territórios o objetivo é formular uma proposta de gestão dos recursos pesqueiros que ocorra em nível local, permitindo o envolvimento da comunidade na discussão e uma maior chance de implementação das estratégias, baseada num amplo leque de informações coletadas pelo pelas equipes do Projeto ao longo dos anos de trabalho na região.

Turismo da natureza

O Projeto Toninhas também realiza cursos e capacitações para o turismo de observação da natureza, com o objetivo de incentivar uma gestão sustentável no uso do território e o desenvolvimento das comunidades locais. Os cursos são direcionados para profissionais do segmento turístico, pescadores artesanais e gestores que atuam na Baía Babitonga. São abordados temas ligados a práticas sustentáveis de observação da natureza, capacitando os operadores de turismo para o avistamento de cetáceos, aves e ecossistemas, trazendo a essa atividade um viés ecológico e conservacionista.

Turismo da natureza
Artesanato
da conservação

Artesanato da conservação

Entre 2013 e 2015 o Projeto Toninhas desenvolveu atividades com os artesãos de São Francisco do Sul, visando sua capacitação e a valorização de seus produtos, atribuindo-lhes um diferencial: artesanato com conteúdo voltado à conservação. Os artesãos participaram de cursos e oficinas sobre técnicas de artesanato, fauna local e empreendedorismo. A representação da fauna e flora nas peças artesanais traz um pertencimento ao território e uma lembrança ao visitante. Além de contribuir com o aumento da renda no setor, o artesanato local se transforma numa ferramenta de difusão dos objetivos da conservação.

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